sábado, 27 de junho de 2009

Mudança de casa.

O que uma pessoa se sujeita a fazer só para não estudar Anatomia II. Formatar o blog... Pfff. Não estudes, não.

Olá, gente!! Estou viva :)

sábado, 16 de maio de 2009

Orgulho.

Tu estás ali e eu a ver-te fugir. Era uma questão de dias. Ou tu ias, ou eu desistia. Eu desisti, tu ficaste. Agora tu vais e eu... Desisto? Preferia ter-me ficado pelo primeiro passo... Mas é tarde. Já me emaranhaste nesse olhar vivido e sonhador, por um lado cheio da minha irreverência e do meu orgulho, por outro com dúvidas a pairar a cada mudança no calendário. Eu era a céptica, a descrente, a racional. Era!? Ou aquilo que eu dizia querer era um espelho daquilo que tu não dizias querer? Eu não queria estar longe de ti. Disse-o por medo. Sim, muitas vezes. Talvez demasiadas. Hoje percebi que acreditava. Acreditava mesmo. E tu sempre o soubeste. Como deves estar feliz! Soubeste sempre aquilo que eu sentia na realidade, mesmo comigo a sabê-lo negar com a habitual conversa da treta. Que contigo nunca pegou! E eu soube sempre o que iria acontecer a esse desejo intenso de me ter. Incrível como nos sabíamos (sabemos?) um ao outro no silêncio indiscreto do nosso orgulho. Quiseste tanto as minhas certezas que te esqueceste das tuas. Fingiste que o tempo não passou, como se a cada dia eu não olhasse para ti com mais vontade de que fosses real. Querias tanto viver que me raptaste da minha aparente serenidade para o calor infernal dos teus braços. Para agora te despires de mim e me olhares com receio, louco de dúvida, não sabendo se foi a escolha acertada, sorte grande ou terminação.
Assentar ideias. Agora que as minhas se enraizaram em ti?
Queres tanto ser amado que te esqueces de amar.


Por que é que as mulheres têm um sexto sentido? Pior, por que é que não o seguem?? Nonsense.

domingo, 10 de maio de 2009

Choose love?

"I can't express myself coherently enough. I'm told I have talent, potential, brains, nonsense! There will always be somebody better than me, somebody more coherent, someone deeper, more talented, more of whatever I could hope to be. How do you come to terms with it? How do you deal with the fact, that you are a constant disappointment to your standards and expectations? You can dress it up in fancy words and lowering the bar until it skims the ground, but the truth is this: I will always fall short, because I choose it to be that way. I'm a self-defeating prophecy. I don't want to be the best, but at the same time, it's all I strive for. I guess I revel in the bitter satisfaction of failure, when if all honesty, I'm not failing anything. I make good waste of my time acting like I'm such a sorry excuse for a friend, a daughter, a student, an artist, a human being. I can hardly handle my inconsistencies. Is that just my nature? Or am I just over-estimating my worth as an intellectual? Human? Sentient string of organs and digits? I feel bound to some unspoken duty that the four walls of my body can't perform. I'm a paradox of myself, I contradict my personality with my actions, my actions with my thoughts, and my thoughts with my feelings. A path to no where, ends up with an empty face staring in an empty mirror. Why is there something instead of nothing, huh? Maybe everything is the nothing, and we're unknowingly rambling on about our lives, while the "empty" space is the invisible something. Maybe everything is something. Maybe nothing is everything. I hate possibilities! I want certainties! I want to know the question, the answer, and all the in between synapses that were fired. I want to make sure that I'm really conscious. I want too many things, most of which are intangible. I think what I really want, is to take a nap outside in an open field, with another human being, and let myself be smothered by the silence and omnipotence of the stars."


Foi alguém que escreveu. Alguém. Teria todo o gosto em atribuir os devidos direitos, mas... É anónimo. Pelo menos, para mim. Um anónimo que com certeza não queria ser ouvido por outro alguém conhecido. Encontrei-a aqui. É interessante a ideia.

domingo, 15 de março de 2009

O frio faz mal ao coração (II).

O frio faz mal ao coração. Lembro-me das noites tristes de Inverno em que tecias longas considerações sobre a chama da tua lareira. Eu, neste recanto sombrio a pedir pelo teu calor, e tu com enorme deleite, a tirar proveito das labaredas desse sítio. Lembro-me de te desenhar cruel e sádico no meu pensamento, mas hoje acho que te levava demasiado a sério. Tantas vezes que o silêncio falou mais alto, com medo de ser esquecido. Tantas as palavras levadas por chuvas outonais, como aquela que faz desta noite um pedaço de gelo, de tão fria e desamparada que me deixa. Pudesses tu adivinhar-me nessa altura, em que calava o carinho e a doçura com que podia ter-te envolvido, para dar lugar à amargura e ao desatino a que estavas habituado. Não acho que tenhas sido paciente, mas também… Provavelmente, ninguém seria. Menina insatisfeita e mimada, nada era suficiente, não era o que dizias? Enfurecia em três tempos, com a esperança de ver algum sentimento no teu olhar. Fui cega pela insegurança. A crença de poder continuar não subsistiu.
Hoje, aqui, colada ao corpo que deixaste de ver, num ambiente quente de lume rejuvenescido do último Natal, escrevo palavras que nunca te direi. Soa a cliché, eu sei, mas fica o desejo de ser eventual mentira.
O frio traz horas à lareira. Traz sensação de palavras entaladas na garganta.
O frio mói e molesta, sem dó nem cautela.
Sem ti, o frio invade e refreia a minha chama. Não a que arde por ti. A da minha vida.



30, Novembro de 2008

domingo, 8 de março de 2009

DIM.

Hoje virei-me para este lado. Não é que tenha algo de interessante a escrever (raramente tenho, na verdade!), mas como é o dia que é, achei por bem dar cá um salto. Afinal este é um sítio feminino e, embora (às vezes) não pareça, eu até me orgulho da mulher que sou. Aliás, quando tentam empurrar-me propositadamente para os confins do Inferno, normalmente até me levanto mais cedo e com mais força. Nem preciso do despertador (coisa inédita!). Aos homens que ficam irritados com este dia, só porque, imagine-se, não há um Dia Internacional do Homem: deixem a má língua no bolso e façam uma pequena pesquisa num motor de busca perto de si. Percebam porque é que as mulheres tiveram de emancipar-se. Pode ser que cheguem à fantástica conclusão que este dia só existe por causa de uma entidade. Os homens.
Como referi, não tinha grande coisa para dizer. Foi só porque eu até mereço. E, citando alguém, como estou em minha casa...
Um beijo às grandes mulheres e aos homens que conhecem e reconhecem grandes mulheres.

Pequeno aparte: nenhuma marca me pagou para escrever o título ali em cima. Para os mais distraídos, são as iniciais do dia 8/03.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sabordalhão.

Era um destes nas vistas de quem se lembrou de inventar as Melhorias de Classificação.

E, vá, um chapinho a quem se lembra de ir a Melhorias de Classificação.


Alguém sabe onde se encontra o botão para desligar a neura? Sim? Então, é favor contactar o Departamento de Masoquismo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

... (Indecisa quanto ao título)

Quando é que temos a certeza de que é o momento para dizer "Basta!"? E quem diz "Basta!", diz "Já chega! Estou farta! Quero lá saber! Não estou para aí virada!", já que "basta" não é assim uma palavra que use tão regularmente para ser aqui proferida. Agora que penso nisso, nem sei por quê. Talvez porque traz um cheirinho a filme dramático. Pois. Afinal acho que vou começar a intercalá-la em algumas frases.
Sempre pensei que o drama era construído na cabeça das pessoas. E o "sempre pensei" é mesmo "SEMPRE pensei", logo hoje também penso assim. (Estou mesmo inspirada, pena o dispersar da conversa. Mas continuando.) Não gosto de dramatismos. Também porque, espantosamente, às vezes consigo ser dramática, e isso irrita-me. Irrita-me quando estou a dramatizar. Não fui feita para pesar prós e contras. Quando estou indecisa entre qual bolacha comer, como as duas (e depois aparecem números estranhos na balança da casa de banho...). Por mim, todas as escolhas seriam feitas assim. Como é que eu vou saber o que é melhor!? Eu até gosto de astrologia e tudo o que são previsões, mas também por isso é que existem Mayas e Paulos Cardosos. Ultimamente, teria dado jeito um destes em tamanho de bolso. Talvez fosse mais seguro o Paulinho, já que a abelhinha anda ocupada a fazer de Relações Púbicas, digo, Públicas, em todo o lado. Não sei, o melhor mesmo é começar a habituar-me a este género de vida, em que a toda a hora vais por caminhos, ditos certos, mas que depois se mostram como um episódio da vida do lindinho Michael Scofield... Ou seja, sai tudo furado. Anyway, espero pelo menos ter uma veia engenhocas como a do respectivo escritor e encontrar sempre uma saída. No caso, não para o rapaz fugir, mas para eu me encontrar.

(Ui, que profunda... Quem ouvir, até pensa.)

"Embora doa, não me faz perder o sono". Ou, na minha gíria (sim, porque eu tenho uma gíria, que é mesmo gir(i)a), quero lá saber, não estou para aí virada.


domingo, 30 de novembro de 2008

O frio faz mal ao coração.

(...)
O frio traz horas à lareira. Traz sensação de palavras entaladas na garganta.
O frio mói e molesta, sem dó nem cautela.
Sem ti, o frio invade e refreia a minha chama. Não a que arde por ti. A da minha vida.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estranha.

Há dias sem chão. Passos idos ao engano, fortes motivos para ficar parado.
Silêncios amargamente escondidos por risadas grotescas, sem sentido, delineadas com doce impostura.
Espelhos virados do avesso... Já não sabes, já não conheces, já não consegues olhar.
Papel, caneta, letras, esquissos. Imagens desbotadas, ramos de vida acabados em beco.
Há dias marcados, há noites bonitas.
Bem me quer, mal me quer, folhas caídas, memórias no vento, lua cheia.
Há dias em que a razão já não existe... e és tu a suportar o chão.

5/11

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Menos um dia sem, mais um dia com.

Há um punhado de minutos que o relógio roncou as três. Nem por isso me evado de ti. Não pretendo vender o meu corpo àquele leito que se estende apetitoso nesta noite dolorida, antes me encosto à madrugada do costume e juntas vamos chorando no poço que me deixaste no lugar do peito. Caminho neste chão que não te sente e noto a vertigem do medo a soprar-me ao ouvido que não vens, que estás lá e não aqui, que posso gritar mil vezes o teu nome pela janela fria e escura e tu continuarás perdido de mim. Dizem que a ausência nada significa quando vista de longe, mas a tua, mesmo quando estás, consegue ser fel que me assusta. Não preciso que não estejas para sentir a tua falta. Antes de dizeres vai passar rápido, até já, amo-te, já eu mergulhava profundamente no tempo e tentava chegar à superfíce do dia do reencontro, na esperança de dar velocidade às horas que nos iam separar. A tua ausência apenas me guarda as palavras que ninguém, para além de ti, quer ouvir; ela esconde do mundo o sorriso que hoje é nada sem ti. Sozinha no meu casulo, recrio o teu beijo com a precisão de um pintor sistino e devoro-o, sôfrega e impaciente, como se me sentasse a um banquete depois de longos dias a jejuar. Divago à sorte, por entre laivos de luz vindos da rua e sombras ilusórias que povoam as paredes, como seria mulher mais bonita se cá estivesses!.
Hoje, não quero sentir o conforto de uma noite bem dormida, nem vou dar troco ao cansaço que passeia no meu corpo. Queria ver o sol desde pequenino, quero imaginar-te a sorrir, pura e docilmente, enquanto veneravas o crepúsculo que se abria só para nos ver e ouvir belas e poéticas considerações que lhe acrescentavas, sempre fiel atento do movimento. E eu a beber-te de um só trago, com vontade de não mais deixar-te partir dos meus braços, que só estão bem envoltos no teu pescoço aromático.
A noite é para ti. Não quero tê-la comigo assim, vazia, fendente, a amordaçar-me com esta saudade, esta que tento em vão enviar-te, só para me sentires um pouco mais. Fica com ela, absorve esta vontade de ti e leva a noite para longe, não a quero. Leva esta e todas as outras. Fica com todas as minhas noites e deixa que eu fique contigo.