Sou a estrela-do-mar, só a ele obedeço, só ele me conhece, só ele sabe quem sou. No princípio e no fim, só a ele sou fiel e é ele quem me protege, quando alguém quer à força ser dono de mim...
terça-feira, 6 de setembro de 2011
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ninguém merece!
Hoje, ao sair de casa às 7 da matina, pensei que me ia caindo o nariz antes de chegar ao carro... 5 ºC e o ar condicionado ligado nos 27 ºC. Parece-me bem, eu passava assim o ano inteiro se pudesse.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Ui, milagre!
Às vezes pergunto-me como é que ainda tenho 15 seguidores. Já tive 16, vá, um não resistiu à doença. Obviamente que a minha vida tem sido tão intensa que não tenho tempo nem pachorra para rondar estas bandas. Aliás, costumo visitar os blogues de sempre, quase diariamente, e não é que no outro dia me lembrei: Eh pá, o que será feito daquele blog fantástico com nome conas e textos entediantes?! Será que já o denunciaram e foi por água abaixo?, e pronto, lá tirei o pó às visitas, fiz o log in e percebi que ainda é vivo o moço.
De maneiras que é isto. Hoje tirei-me dos meus cuidados e cá vim. Novidades a registar... Ando a aprender a cozinhar melhor qualquer coisa - circunstâncias do ofício. Andei uma semana com uma tosse de cão que não queria passar, mas ao que parece ainda não foi desta. Oh pá, chiça. Vida desinteressante. Ainda fui ao hospital, só para ser auscultada por um médico (quase estagiário) que se aproveitou largamente da minha tosse excessiva para fazer uma observação afincada. Ok, exagero, mas acredito que se tivesse uma micose no terceiro dedo do pé, só com o estetoscópio ele chegava lá. Enfim. Já estava a trepar paredes nesta altura, de maneiras que não fiquei com boa impressão do rapaz.
Ah, acho que estou (sim, estou de certeza!) com uns quilos a mais, deixei de entrar numas calças que me custaram os olhos da cara. Pois. Cenas que acontecem. Parece que casei! Ahahah, que piada. Não, mas quase. É, estou uma maluca. Qualquer dia "divorcio-me" outra vez, mas isso já é outra conversa. Pra já, pra já (como dizia um apresentador, do qual não me lembro o nome neste momento), as coisas rolam.
E acho que por hoje até está bonzinho. Vou aparecendo mais vezes, senão qualquer dia estou a escrever "há-des" e "fizes-te" pela falta de treino. Cruzes, canhoto, abrenúncio!
domingo, 25 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Pseudo-Lazy-Sunday-Thought. Hoje podia ser Domingo.
Mas não é.
E também não pode ser dia de preguiça.
Há exames à porta.
Mas... Há tempo para parar e perceber se se ouve alguma coisa...
Só desta vez.
Porque há dias em que é inevitável.
VLC plays: Skye - Love Show
E também não pode ser dia de preguiça.
Há exames à porta.
Mas... Há tempo para parar e perceber se se ouve alguma coisa...
Só desta vez.
Porque há dias em que é inevitável.
VLC plays: Skye - Love Show
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Muralha.
Sinto-me uma criança medrosa, que tanto quis ir ao mar e depois nem molhar os pés conseguiu.
Hoje senti que tenho feridas que não sararam com a minha capa impermeável. Por incrível que pareça, comparo olhares, situações e palavras que não têm a mesma família nem a mesma cor de olhos, mas o medo do previsível está lá. Onde é que eu já vi isto?
Às tantas tenho medo é de mim.
VLC plays: Molly Johnson - Melody
domingo, 27 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
21.
Depois de ter passado o melhor aniversário desde que me lembro (nota: eu tenho boa memória!), sinto com mais nitidez a afeição, passo do ouvir ao escutar e já consigo ver em vez do vulgo olhar. Nem de todos os momentos se fazem a memória, mas aqueles que ficam são, sem dúvida, para nos ensinar alguma coisa. Da melhor ou da pior maneira.
Há coisas que só percebemos passado algum tempo do dia em que as vivemos... Hoje compreendo que isso acontece porque não entendemos bem o sinal, ou porque simplesmente ainda não estamos preparados para aceitar a realidade dos factos. Eu já tinha passado a primeira hipótese há algum tempo e sabia que ainda não queria virar a página para a segunda.
Muitos foram (e às vezes, são) os dias em que pensei já ter trocado de vida. Mas depois percebi que mudar a disposição do quarto não é suficiente para deixarmos de sentir aquilo que não queremos. É preciso muito mais do que isso. É preciso cair, sim, é preciso cair muitas vezes, mas também de todas essas vezes sentir um alívio maior e acreditar que aquilo é humanamente normal. É importante olhar e ver as coisas acontecerem com naturalidade, tanto os deslizes como os dias de maior força, mas mais importante que isso, é preciso participar activamente na vida. Não deixar passar os dias sem lhes tocar e dizer olá, não vitimizar ainda mais o corpo e a mente com aquilo que já é óbvio para todos.
Às vezes precisamos de um abanão - ou de muitos! - por pessoas que nos querem bem. Aquelas pessoas que compreendem e nos querem fazer compreender a realidade e se esforçam, lutam, ralham, gritam, mas também acarinham, estão ali e estão e estão... É preciso as pessoas certas à nossa volta. Isso é certo.
Também já sabia que, para além dos amigos, dependia muito de mim a passagem para a segunda etapa.
O que é novo para mim e que estou a (gostar de) descobrir é a maneira como podemos mostrar inocentemente aquilo que somos a outra pessoa que também mostra a sua inocência. Sem complicações, sem mais para além de. É simplesmente do que preciso neste momento, perceber que as segundas intenções só o são quando realmente queremos. E a minha vida nadou em segundas intenções disfarçadas (ou não, eu não sou estúpida.), que acabaram por se revelar uma vontade desmedida de nada que valesse a pena.
Foi isso que vi em muitos percalços que tive até hoje. Não quero que o meu futuro se baseie no meu passado, quero antes aprender com o que me marcou e ter consciência do que fiz ou não fiz que possa ter complicado o sentido das coisas.
Neste momento é só isto. Apesar da inocência e pureza que me transmites serem deliciosas.
Também já sabia que, para além dos amigos, dependia muito de mim a passagem para a segunda etapa.
O que é novo para mim e que estou a (gostar de) descobrir é a maneira como podemos mostrar inocentemente aquilo que somos a outra pessoa que também mostra a sua inocência. Sem complicações, sem mais para além de. É simplesmente do que preciso neste momento, perceber que as segundas intenções só o são quando realmente queremos. E a minha vida nadou em segundas intenções disfarçadas (ou não, eu não sou estúpida.), que acabaram por se revelar uma vontade desmedida de nada que valesse a pena.
Foi isso que vi em muitos percalços que tive até hoje. Não quero que o meu futuro se baseie no meu passado, quero antes aprender com o que me marcou e ter consciência do que fiz ou não fiz que possa ter complicado o sentido das coisas.
Neste momento é só isto. Apesar da inocência e pureza que me transmites serem deliciosas.
VLC plays: Paramore - The Only Exception
domingo, 6 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Só assim uma pequena...
... nota!
Eu não sou estúpida. Nunca fui. Mas às vezes gostava de ser. A sério.
ADENDA: Mentira, não, não gostava. O que eu gostava era de confiar menos nas pessoas! Funny, isn't it? :)
VLC plays: Mutya Buena - Real Girl
Eu não sou estúpida. Nunca fui. Mas às vezes gostava de ser. A sério.
ADENDA: Mentira, não, não gostava. O que eu gostava era de confiar menos nas pessoas! Funny, isn't it? :)
VLC plays: Mutya Buena - Real Girl
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Meio metro de chocolate.
Como se os dados de repente tivessem virado berlindes e não parassem de rolar, arrasando com a lógica do jogo que até ali fazia sentido. Como se no último segundo tivesse perdido o comboio da viagem ao olhar de quem foi e não deixou mapa. Como se a sombra deste penoso corpo morresse no chão cheio de sol e brilho e alegria das outras almas, maravilhadas com os primeiros dias quentes e cheirosos de maresia. Como se as nuvens negras pertencessem só a este mundo de fantasia onde só está quem quer ser cego. Como se já tudo fosse longínquo, inalcançável, poderosamente esquecido, mas ao mesmo tempo tão presente, tão igual, tão vivo que se sente o roço na pele. Como se as palavras caladas na garganta virassem gritos no peito, incontroláveis de... sei lá. De qualquer coisa que sabe mal, que é amargo, corrosivo. Só para tentar contrariar o doce que ainda trazem à boca quando alguém lhes abre a porta.
O brilho no olhar, a cabeça despida de mundos e fundos, os porquês deixados na gaveta das meias. Ou então ir buscá-los e responder simplesmente... porque sim.
VLC plays: Papas da Língua - Vem pra cá
domingo, 16 de maio de 2010
Renascer.
Matamos pequenos pedaços de vida que dançam dentro de nós. Deixamos que as palavras passem do peito para boca, em vez de visitarem primeiro a mioleira. São escassos segundos em que ficamos desatentos, quando baixamos a guarda e de repente, sem contar, apanha-nos uma seta sorrateira, egoísta, silenciosa. São tempos em que fingimos ter o poder imortal de um escudo protector, que na realidade é feito de folhas e ramos que caem com a doçura de uma brisa marítima. São dias que podem tirar-nos uma lasca tão difícil de colar que preferimos pensar que nunca existiu. Que sempre assim foi, que nunca a marginal teve o significado que naquela noite lhe demos. Que nunca o sol se levantou para nos ver nem nós corremos para o ver deitar-se.
Mataste pequenos pedaços de vida que dançavam dentro de mim. Quebraste a música dos meus ouvidos ao tornares silêncio aquilo que (não) sentias. E eu quebrei a voz porcelânica que dizia amar-te.
VLC plays: Pearl Jam - Don't breathe
domingo, 25 de abril de 2010
Fucking sunday.
E quando se pensa que a chuva já parou de cair e que o vento ficou a dormir, voltamos o queixo para baixo e molham-se os olhos de novo. Nós, sem força para os contrariar. Não mais. É aí que quebramos, é quando damos conta do que está realmente debaixo dos escombros que têm sido os dias. Ora morango amargo, ora chocolate calórico. Coisas que podiam ter um sabor diferente, mas que por aquilo que sabemos, por aquilo que sentimos, perde um pouco o brilho. Há sempre um mas, um e se, uma parede mais forte que se levanta entre nós e a paz. Espera-se que a porta se abra, uma qualquer, uma que dê para um sítio certo, que não seja preciso pôr a medo o pé no novo chão antes de avançar para ver se é seguro. E deixar a trouxa enterrada no passado.
Porque essa é a única coisa que cabe a mim fazer e nem isso consegui.
Porque essa é a única coisa que cabe a mim fazer e nem isso consegui.
VLC plays: Os Azeitonas - Anda comigo ver os aviões
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Como eu gostava que alguém me dissesse isto.
The shadow of the day will embrace the world in grey
And the sun will set for you
E muitas coisas mais. Se eu mandasse, a cobardia virava pecado capital.
(Sometimes goodbye's the only way)
VLC plays: Linkin Park - Shadow of the day
And the sun will set for you
E muitas coisas mais. Se eu mandasse, a cobardia virava pecado capital.
(Sometimes goodbye's the only way)
VLC plays: Linkin Park - Shadow of the day
terça-feira, 6 de abril de 2010
Hoje.
Um dia vou sorrir, rir desalmadamente, rir de mim e dos outros, rir de coisas parvas e sem nexo, rir só por rir... Rir para conter.
Um dia vou correr contra o vento só para provar que sou mais forte, vou correr sem parar nos sítios de sempre, vou correr e não olhar para trás. Correr e não saber para onde vou, mas saber para onde não vou.
Um dia vou dormir à janela, vou sonhar com o frio lá fora, vou sonhar com o frio cá dentro.
Um dia vou escrever memórias, apagar memórias, crescer.
Um dia vou colar papéis nas paredes do quarto para me lembrar de esquecer.
Um dia vou correr contra o vento só para provar que sou mais forte, vou correr sem parar nos sítios de sempre, vou correr e não olhar para trás. Correr e não saber para onde vou, mas saber para onde não vou.
Um dia vou dormir à janela, vou sonhar com o frio lá fora, vou sonhar com o frio cá dentro.
Um dia vou escrever memórias, apagar memórias, crescer.
Um dia vou colar papéis nas paredes do quarto para me lembrar de esquecer.
Hoje é esse o dia.
VLC plays: Smashing Pumpkins - Tonight tonight
sábado, 3 de abril de 2010
Autch!
O meu pai encontrou um isqueiro no banco do condutor do meu
carro. Senti as bochechas como um pimento a ser queimado nas brasas numa tarde
de Verão português com direito a incêndios em tudo o que é lado! Escaldou, e de
que maneira! Espero que tenha acreditado quando disse que era de uma
amiga qualquer, aquelas malucas, sempre a esquecerem-se de coisas no meu carro,
ai que cabecinhas...
Traduzido foi um SOCORRO! HAJA ALGUMA ARAGEM QUE ME REFRESQUE AS BOCHECHAS!! É certinho, mesmo que
esteja a dizer a verdade, big tomato no seu melhor. Ele até que consegue ser inocentezinho às
vezes. Ou então faz-se. Pois, acho que é isso. E também não deve ter dado
importância ao facto de ser 1 de Abril. Era muita coincidência, nah, demasiada
coincidência. Cof cof...
VLC plays: Muse
- Resistance
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Maldita a hora em que me lembrei da palavra "imbecil".
Às vezes quero escrever e sinto os dedos tolhidos. Sinto que quero extravasar o que estou a pensar naquele momento e leio o que já aqui escrevi desde o primeiro dia... e não, não fica bem. De que vou falar? Não há assunto. Será isto a minha vida agora? Nem sequer ter um assunto pelo qual valha a pena escrever?! Pfff. Imbecil. Estou bem, gosto do solinho pouquinho que tem espreitado nas nuvens, continuo a adiar trabalho que já devia estar feito (o costume)... Acho que estou com medo. Sim, é isso. E por isso é que vim aqui escrever. Se estivesse realmente feliz, é pá, não, não viria aqui, porque infelizmente preciso de angústia para sentir necessidade de escrever. Que pobreza, não saber escrever a felicidade. Pfff. Imbecil. Mas ter medo não é bem angústia, é mais... Imbecilidade. Sim, é isso. Não que eu seja imbecil ao ponto de admitir que fraco é quem tem medo. Não, até porque eu tenho medo do escuro e não me considero mais fraca por isso. Até é giro. Às vezes, vá. Imbecil por ter medo daquilo que já não me pode fazer mal. Imbecil porque tenho medo de sobrepor novamente a emoção à realidade. Penso demais e isso gasta-me energias positivas. Damn it. Imbecil porque estou neste momento a considerar-me imbecil por ter medo de um imbecil que nem merece o tempo em que o chamo de imbecil, quanto mais o tempo em que tenho medo. De olhar para trás e querer voltar à estaca zero. Pfff. Imbecis.
VLC plays: Massive Attack feat. Martina Topley Bird - Paradise Circus
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